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Exercício e o Ciclo da Alanina

  • Foto do escritor: Fundamentos do Metabolismo
    Fundamentos do Metabolismo
  • 18 de fev. de 2025
  • 1 min de leitura

O Ciclo da Alanina
O Ciclo da Alanina

Em complementação ao Ciclo de Cori, o Ciclo da Alanina também é fundamental para manutenção dos níveis de glicose no sangue durante o exercício.


Quando uma pessoa está se exercitando em intensidade moderada, o músculo esquelético pode dobrar a liberação do aminoácido alanina na circulação. Se o exercício for de intensidade elevada, essa liberação pode chegar a ser seis vezes maior!


Mas qual seria a função deste fenômeno? Vamos entender melhor:


O aminoácido alanina secretado pelo músculo durante o exercício é utilizado no Ciclo da Alanina, também denominado ciclo da alanina-glicose. Este é um ciclo ativado, principalmente, quando existe demanda energética muito elevada.


O músculo em atividade fabrica a alanina por um mecanismo denominado transaminação. Basicamente, um grupapento amino (NH2) derivado de outros aminoácidos (ex. Leucina), é transferido ao piruvato. Esse processo transforma o piruvato em alanina.


A alanina deixa o músculo e vai ao fígado. Lá, ela perde o grupamento amino (NH2) por um processo denominado desaminação, e transforma-se novamente em piruvato. Este piruvato é utilizado na via gliconeogênica. Ou seja, na síntese de nova glicose.


Finalmente, esta glicose volta para o músculo esquelético, e lá é utilizada como substrato energético.


O ciclo da alanina - glicose pode ter um papel predominante na oferta de glicose em algumas situações. Por exemplo, após 4 horas de exercício leve contínuo, esta via é responsável por até 45% de toda glicose produzida no fígado. Curiosamente, em pessoas fisicamente treinadas o fígado fica mais capacitado para realizar este processo, o que auxilia na manutenção de níveis normais de glicose no sangue.

 
 
 

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